Por mais profissionalismo no futebol }

Por mais profissionalismo no futebol

por   em Editorial

Muitos clubes vêm sofrendo com atritos internos. O atacante Fred, do Fluminense, brigou com o técnico Levir Culpi e chegou a dizer que não atuaria mais com o comandante.

Destaque Por mais profissionalismo no futebol Rafael Ribeiro/ CBF
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O futebol atual movimenta cada vez mais dinheiro. São contratos com a televisão, com patrocinadores, planos de sócios, materiais licenciados, enfim, uma infinidade de produtos. Logicamente que muito desse dinheiro vem por causa dos jogadores que atuam nos clubes e que são, de fato, as estrelas do espetáculo.

Só que, atualmente, temos visto muitos jogadores querendo ser mais do que realmente são. Insatisfeitos com algumas situações, os atletas vão para a imprensa para reclamar de torcedores, de colegas, da comissão técnica e dos técnicos. Até para alguns diretores já sobraram broncas.

Na última semana vimos isso acontecer, no Brasil, ao menos duas vezes. Uma com o jogador Fred, do Fluminense, e a outra com o Walter, do Atlético-PR. As brigas foram, respectivamente, com o técnico Levir Culpi e com a principal organizada do clube paranaense.

Embora nem tudo tenha sido, oficialmente, revelado, os jogadores estão errados.

É importante lembrar que, no caso do atacante do Furacão, a torcida tem certo grau de razão. Walter abandonou o banco de reservas da equipe aos 30 minutos do segundo tempo, após o técnico Paulo Autuori ter realizado as três substituições possíveis. O atleta, vendo que não seria utilizado na partida, resolveu voltar para o vestiário, ao invés de acompanhar o restante do jogo com os colegas.

Quando ele fez isso, a torcida pegou no pé. Até este ponto com razão. Pois se os jogadores são as estrelas do espetáculo, devem isso a torcida. São os torcedores que movimentam o clube, que vestem as cores do clube e que, indiretamente, motivam o gasto do dinheiro. A torcida só perdeu a razão quando ameaçou o atleta. Outro fator que vale a pena lembrar é que Walter, ao ir direto para o vestiário, abandonou o posto de trabalho. Isso é inadmissível em qualquer profissão. E, neste ponto, o atleta tem que lembrar que é um funcionário do clube, ou seja, recebe do clube e, por isso, tem que aceitar as decisões da diretoria, seja colocando o atleta em campo ou não.

Já o outro caso, do atacante Fred, foi uma briga com o técnico Levir Culpi que motivou o atleta a pedir dispensa de uma partida do Fluminense. O motivo ainda não veio, totalmente, a público. Uma das possíveis razões seria a insatisfação do atacante com as recentes substituições.

O atleta pode ficar incomodado com isso, tem o total direito. O que não pode acontecer é o jogador achar que é a peça mais importante. Se o treinador opta pela substituição, é por não estar contente com a participação do atleta na partida. Cabe ao jogador procurar treinar mais e se destacar, procurar motivos que levem o técnico a acreditar que não pode sacar o camisa nove da equipe. Também vale lembrar que enquanto técnico, Levir Culpi é “chefe” de Fred. E, como em qualquer outra profissão, um chefe não pode (e não deve) ser desrespeitado.

Assim como o caso dos atletas citados, existem outros casos espalhados pelo Brasil e pelo mundo. De jogadores que só se preocupam com a própria imagem, que chegam a disputar com os próprios companheiros de equipe pelo posto de “imagem” do clube ou da torcida.

Como já dito aqui antes, os jogadores são as estrelas do espetáculo. Eles só não podem achar que são maiores que o esporte!

Alterado: Terça, 12 Abril 2016 16:55

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