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Até onde vai a estupidez humana?

por   em Editorial

“Guerra” entre torcidas fez mais uma vítima fatal no último final de semana. Confusão ocorreu entre as torcidas de Palmeiras e Corinthians, mas não é exclusividade dos clubes paulistas.

Destaque Até onde vai a estupidez humana? Reprodução/Twitter
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O discurso é batido. Mas a prática é antiga, então, infelizmente, ainda terão que ser usados velhos clichês e chavões.

Em um veículo de comunicação voltado para a divulgação do esporte, histórias como a que aconteceu no último final de semana nem deveriam ter lugar. Só que alguns “torcedores” insistem em querer que o seu clube apareça nas páginas policiais e não nas esportivas.

Não é de hoje que brigas acontecem por causa da ingerência humana, nos mais diversos setores. Agora brigar por futebol é uma imbecilidade e estupidez sem tamanho. O futebol é a paixão nacional, é o que move muitos de nós. E a busca por informações relacionadas ao esporte é o que move a todos nós aqui d’O CHUTE.

Mas, tem uma coisa que não compactuamos: com a violência! E essa violência é, em grande parte, motivada sempre pelas torcidas organizadas.

Antes de tudo é importante frisar que a festa que as torcidas organizadas fazem dentro dos estádios, com suas músicas e gritos, com a chuva de papel picado e, até mesmo, com suas coreografias é muito bonita e, até mesmo, importante para o espetáculo.

Só que não é só isso que acontece. As torcidas organizadas entram nos campos com materiais perigosos, como foguetes e sinalizadores. Muitas entoam cânticos ofensivos a outras torcidas e contra os árbitros. Tudo bem que a provocação faz parte do futebol, mas algumas músicas incitam o ódio e a violência contra os rivais. Alguns dos membros das organizadas também acabam criando confusão com outros torcedores pelo simples fato de eles não agirem da forma como a torcida quer. Eles acham que, pelo fato de terem uma carteirinha de associado a uma facção são mais torcedores do que os outros.

E o que falar da entrada dos materiais inflamáveis? Fica a dúvida se a revista a que somos submetidos na entrada dos estádios é, realmente, eficaz ou se os clubes são coniventes ou fazem vista grossa para este tipo de material.

A grande verdade é que há muito tempo as organizadas deixaram de ser apenas torcidas. Agora elas atuam como entidades associativas. Muitas têm sede, bar e academia. Algumas também têm seu lado solidário, com arrecadação de alimentos e agasalhos para doação. Mas a verdade é que, por trás desse lado social, também temos um lado ruim.

Não podemos generalizar, pois, assim como em qualquer outro lugar, existem pessoas boas e ruins lá dentro. Mas hoje em dia as torcidas viraram verdadeiros covis da ilicitude. Bandidos se travestem de torcedores para, em dias de jogos, cometerem atos de vandalismo e alguns furtos. E pior, com a certeza da impunidade, pois salvo alguns casos, nunca ouvimos falar de responsabilização pelos ônibus depredados ou, até mesmo, pelas vidas que foram tiradas por imbecilidade de uma das partes.

Depois desta úlitma confusão, as torcidas organizadas estão mostrando que já não temem mais ninguém, que ninguém consegue lhes impor limites, pois estão agindo com violência contra pessoas que manifestam opiniões contrárias aos ideais por eles pretendidos. E, pior ainda, de maneira covarde, ao agirem em bando, sem dar, muitas vezes, chance de defesa para o agredido.

A verdade é que a sociedade tem que cobrar ações que, efetivamente, possam contribuir para acabar com estas ações. E, talvez, o caminho seja a extinção dessas facções e a proibição da entrada de qualquer material que não faça alusão ao clube, afinal, cabe a pergunta, você torce para o time ou para a torcida?

Alterado: Terça, 05 Abril 2016 12:26

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